| Diretora da Faculdade de Direito desaprova ocupação |
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| Cotidiano | |||
| Escrito por Edemilson Paraná | |||
| Qui, 10 de Setembro de 2009 22:46 | |||
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Ana Frasão define como "lastimável" a ação e diz que reitoria pediu urgência na decisão sobre novas vagas para o vestibular
Ninguém do corpo docente ou do gabinete do Reitor compareceu à assembleia dos estudantes momentos antes da ocupação da secretaria da Faculdade de Direito (FD). “Mas todos eles foram formalmente convidados”, lembra João Pimentel, membro do Centro Acadêmico de Direito. LEIA MAIS: Estudantes ocupam a faculdade de Direito A professora Ana Frasão, diretora da FD, soube da ocupação momentos depois dela ter ocorrido, e só pôde ir ao local quando a secretaria já estava tomada pelos estudantes. “É lastimável”, reprovou ela em conversa com alguns alunos. “A porta da direção esteve aberta o tempo todo inteiro para os estudantes. Atos como esse são tomados em circunstâncias extremas e esse não era o contexto da faculdade”, declarou. A diretora contou ainda que os professores não tiveram tempo para discutir a fundo a questão com toda a faculdade. “Fui informada pela reitoria na segunda-feira, dia 31 sobre a necessidade de criação das novas vagas. Eles queriam a decisão em caráter de urgência, para o dia seguinte. Pedi 48 horas e convoquei reunião do colegiado, que, analisando a proposta da reitoria, votou pela aprovação”. De acordo com ela, a contrapartida oferecida pela reitoria foi a contratação de 11 professores, além da liberação de mais verbas e apoio para realização de projetos. A criação das novas vagas advém da necessidade da UnB em atingir as metas de expansão previstas para o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni. De acordo com a Secretária de Comunicação da UnB, ao todo, 490 novas vagas serão criadas no 1º semestre de 2010. Destas, 282 em oito novos cursos e 208 em cursos já existentes, totalizando 100% da meta prevista pelo Reuni para o semestre. No ano passado, a meta de abertura de novas vagas não foi cumprida integralmente. De acordo com o professor de Direito Civil, Frederico Viegas, a decisão é irreversível e não será revogada. Para ele, o movimento dos estudantes é conservador e, no fundo, não quer o aumento das vagas. “A expansão é uma demanda de anos e uma necessidade real. Lutar contra isso é defender a elitização do saber”, argumenta. FA em desacordo Na assembléia dos estudantes de Direito, foram distribuídas cópias de uma nota de repúdio assinada pelos diretores Eiiti Sato e Marilde Loiola, dos Institutos de Relações Internacionais(IREL) e Ciência Política(IPOL), que também fazem parte da Faculdade de Ciência Sociais Aplicadas (FA). Segundo a nota “nenhuma das Unidades sequer foram ouvidas ou mesmo informadas, apesar desse aumento trazer sérios efeitos sobre a oferta de disciplinas regulares e sobre todas as atividades que dependem das disponibilidades de instalações físicas que são compartilhadas pelo IPOL, pelo IREL e pela Faculdade de Direito”. Uma reunião entre a reitoria e os diretores das três faculdades está marcada para as 18h de hoje.
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